Pedro L Cipolla
A sorte persegue a coragem
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Textos


Bairro nobre de São Paulo,madrugada.Um ou outro carro passa em alta velocidade, assustado, fugindo do medo e do perigo que dominam a noite.
Podem-se ouvir aqui e ali ,ruídos não identificáveis, mas não menos assustadores.
Um cachorro ao longe que cisma em latir sem parar.Em algum lugar o alarme de um carro dispara e uma ambulância ou carro de polícia passa correndo com a sirene ligada.Rotina noturna da cidade grande.A cidade que dorme tensa, de ouvidos atentos e de olhos abertos,à mercê de marginais.
Um carro dá uma freada brusca...
- Pára, pára! Pode descer e bem quietinho.
Não olha prá mim ! Rápido! Se vacilar eu atiro.
-Calma, calma.Tudo bem eu não vou fazer nada.Pelo amor de Deus, fique calmo.Pode levar o carro, o que você quiser, mas não nos faça mal!
Mais um infeliz foi pego na desigual batalha urbana.Mais um pobre cidadão desprotegido caiu na malha do marginal inescrupuloso.
A circunvizinhança permanece quieta, atenta e apavorada.Os prédios em torno parecem encolherem-se nas sombras da noite.
Um ou outro morador arrisca um olho pela fresta da janela, para ver o que está acontecendo O marginal ao ver o movimento da janela grita :
- Fecha isso daí,e ato contínuo faz um disparo contra a janela que se abrira .
Inesperadamente ,da mesma janela são disparados ,de volta,3 tiros.que  atingem  o bandido fazendo-o cair no asfalto, morto e ensanguentado.Um dos tiros o atingira bem no meio da testa.
Alguém na cidade resolvera reagir...Pena que foi só hoje.

 
Pedro L Cipolla
Enviado por Pedro L Cipolla em 11/09/2020
Alterado em 15/09/2020
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